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diff --git a/Documentation/translations/pt_BR/index.rst b/Documentation/translations/pt_BR/index.rst index d2879378b2c8..232d18f7cfce 100644 --- a/Documentation/translations/pt_BR/index.rst +++ b/Documentation/translations/pt_BR/index.rst @@ -87,5 +87,5 @@ kernel e sobre como ver seu trabalho integrado. Lista de verificação para submissão de patches do kernel Linux <process/submit-checklist> Interpretação do Código de Conduta do Kernel Linux <process/code-of-conduct-interpretation> Código de Conduta de Compromisso do Colaborador <process/code-of-conduct> - + Interfaces, recursos de linguagem, atributos e convenções obsoletos <process/deprecated> diff --git a/Documentation/translations/pt_BR/process/deprecated.rst b/Documentation/translations/pt_BR/process/deprecated.rst new file mode 100644 index 000000000000..2793a1fc92fe --- /dev/null +++ b/Documentation/translations/pt_BR/process/deprecated.rst @@ -0,0 +1,422 @@ +.. SPDX-License-Identifier: GPL-2.0 + +======================================================================== +Interfaces, recursos de linguagem, atributos e convenções obsoletos +======================================================================== + +Em um mundo perfeito, seria possível converter todas as instâncias de alguma +API obsoleta para a nova API e remover completamente a API antiga em um único +ciclo de desenvolvimento. No entanto, devido ao tamanho do kernel, à hierarquia +de manutenção e ao cronograma, nem sempre é viável realizar esse tipo de +conversão de uma só vez. Isso significa que novas instâncias podem acabar +entrando no kernel enquanto as antigas estão sendo removidas, apenas aumentando +o volume de trabalho para remover a API. A fim de instruir os desenvolvedores +sobre o que se tornou obsoleto e o porquê, esta lista foi criada para servir de +referência quando o uso de elementos obsoletos for proposto para inclusão no +kernel. + +__deprecated +------------ +Embora este atributo marque visualmente uma interface como obsoleta, ele `não +gera mais avisos durante as compilações +<https://git.kernel.org/linus/771c035372a036f83353eef46dbb829780330234>`_ porque +um dos objetivos permanentes do kernel é compilar sem avisos (*warnings*), e +ninguém estava de fato agindo para remover essas interfaces obsoletas. Embora o +uso de `__deprecated` seja útil para sinalizar uma API antiga em um arquivo de +cabeçalho (*header file*), não é a solução completa. Tais interfaces devem ser +totalmente removidas do kernel ou adicionadas a este arquivo para desestimular +outros desenvolvedores de usá-las no futuro. + +BBUG() e BUG_ON() +----------------- +Em vez disso, use WARN() e WARN_ON() e trate a condição de erro "impossível" +da forma mais amigável possível. Embora a família de APIs BUG() tenha sido +originalmente projetada para agir como uma asserção de "situação impossível" e +eliminar uma thread do kernel de forma "segura", ela se mostrou arriscada +demais. (Por exemplo: "Em que ordem os bloqueios precisam ser liberados? Os +diversos estados foram restaurados?") Muito frequentemente, o uso de BUG() vai +desestabilizar o sistema ou travá-lo por completo, o que torna impossível +depurar ou até mesmo obter relatórios de travamento (*crash reports*) viáveis. +Linus tem opiniões `muito fortes +<https://lore.kernel.org/lkml/CA+55aFy6jNLsywVYdGp83AMrXBo_P-pkjkphPGrO=82SPKCpLQ@mail.gmail.com/>`_ +`sobre isso +<https://lore.kernel.org/lkml/CAHk-=whDHsbK3HTOpTF=ue_o04onRwTEaK_ZoJp_fjbqq4+=Jw@mail.gmail.com/>`_. + +Note que a família WARN() só deve ser usada para situações que "espera-se que +sejam inacessíveis". Se você quiser alertar sobre situações que são +"acessíveis, mas indesejáveis", use a família de funções pr_warn(). Os +administradores do sistema podem ter configurado o sysctl *panic_on_warn* para +garantir que seus sistemas não continuem executando diante de condições +"inacessíveis". (Para exemplos, veja commits como `este aqui +<https://git.kernel.org/linus/d4689846881d160a4d12a514e991a740bcb5d65a>`_.) + +Aritmética explícita em argumentos do alocador +---------------------------------------------- +Cálculos dinâmicos de tamanho (especialmente multiplicação) não devem ser +realizados em argumentos de funções de alocação de memória (ou similares) +devido ao risco de estouro de capacidade (*overflow*). Isso poderia fazer com +que os valores dessem a volta (*wrap around*), resultando em uma alocação menor +do que o esperado pelo chamador. O uso dessas alocações pode levar a estouros +lineares na memória heap e a outros comportamentos incorretos. (Uma exceção a +isso são valores literais onde o compilador pode emitir um aviso se houver +risco de estouro. No entanto, a maneira preferível nesses casos é refatorar o +código conforme sugerido abaixo para evitar a aritmética explícita.) + +Por exemplo, não use ``count * size`` como argumento, como em:: + + foo = kmalloc(count * size, GFP_KERNEL); + +Em vez disso, a forma de dois fatores do alocador deve ser utilizada:: + + foo = kmalloc_array(count, size, GFP_KERNEL); + +Especificamente, kmalloc() pode ser substituído por kmalloc_array(), e +kzalloc() pode ser substituído por kcalloc(). + +Se nenhuma forma de dois fatores estiver disponível, os auxiliares de +saturação em estouro (*saturate-on-overflow*) devem ser usados:: + + bar = dma_alloc_coherent(dev, array_size(count, size), &dma, GFP_KERNEL); + +Outro caso comum a ser evitado é calcular o tamanho de uma estrutura com uma +matriz final de outras estruturas, como em:: + + header = kzalloc(sizeof(*header) + count * sizeof(*header->item), + GFP_KERNEL); + +Em vez disso, use o auxiliar:: + + header = kzalloc(struct_size(header, item, count), GFP_KERNEL); + +.. note:: Se você estiver usando struct_size() em uma estrutura que contém uma + matriz de comprimento zero ou de um único elemento como membro final, + refatore o uso dessa matriz e mude para um `membro de matriz flexível + <#zero-length-and-one-element-arrays>`_ em seu lugar. + +Para outros cálculos, faça a composição usando os auxiliares size_mul(), +size_add() e size_sub(). Por exemplo, no caso de:: + + foo = krealloc(current_size + chunk_size * (count - 3), GFP_KERNEL); + +Em vez disso, use os auxiliares:: + + foo = krealloc(size_add(current_size, + size_mul(chunk_size, + size_sub(count, 3))), GFP_KERNEL); + +Para mais detalhes, veja também array3_size() e flex_array_size(), bem como as +funções relacionadas das famílias check_mul_overflow(), check_add_overflow(), +check_sub_overflow() e check_shl_overflow().\ + +simple_strtol(), simple_strtoll(), simple_strtoul(), simple_strtoull() +---------------------------------------------------------------------- +As funções simple_strtol(), simple_strtoll(), simple_strtoul() e +simple_strtoull() ignoram explicitamente estouros de capacidade (*overflows*), +o que pode levar a resultados inesperados nos chamadores. As respectivas +funções kstrtol(), kstrtoll(), kstrtoul() e kstrtoull() tendem a ser as +substitutas corretas, embora se deva notar que estas exigem que a string seja +terminada em NUL ou em nova linha (*newline*). + +strcpy() +-------- +A função strcpy() não realiza verificação de limites no buffer de destino. +Isso pode resultar em estouros lineares além do final do buffer, levando a todo +tipo de comportamentos incorretos. Embora ``CONFIG_FORTIFY_SOURCE=y`` e várias +opções do compilador ajudem a reduzir o risco de usar esta função, não há uma +boa razão para adicionar novos usos dela. A substituta segura é strscpy(), +embora se deva ter cuidado nos casos em que o valor de retorno de strcpy() era +utilizado, já que strscpy() não retorna um ponteiro para o destino, mas sim a +quantidade de bytes não-NUL copiados (ou um código de erro errno negativo quando +ocorre truncamento). + +strncpy() +--------- +A função strncpy() foi removida do kernel. Todos os chamadores antigos foram +migrados para alternativas mais seguras. + +A função strncpy() não garantia a terminação em NUL do buffer de destino, +levando a estouros de leitura linear e outros comportamentos incorretos. Ela +também preenchia incondicionalmente o destino com NUL, o que representava uma +penalidade de desempenho desnecessária para chamadores que usavam apenas +strings terminadas em NUL. Devido aos seus diversos comportamentos, ela era uma +API ambígua para determinar qual era a real intenção do autor ao realizar a +cópia. + +As substitutas para strncpy() são: + +- strscpy() quando o destino deve ser terminado em NUL. +- strscpy_pad() quando o destino deve ser terminado em NUL e preenchido com + zeros (por exemplo, estruturas que cruzam fronteiras de privilégio). +- memtostr() para destinos terminados em NUL a partir de origens de largura + fixa não terminadas em NUL (com o atributo ``__nonstring`` na origem). +- memtostr_pad() para o mesmo caso anterior, mas com preenchimento de zeros. +- strtomem() para destinos de largura fixa não terminados em NUL, com o + atributo ``__nonstring`` no destino. +- strtomem_pad() para destinos não terminados em NUL que também precisam de + preenchimento com zeros. +- memcpy_and_pad() para cópias limitadas a partir de origens potencialmente não + terminadas, onde o tamanho do destino é um valor definido em tempo de + execução (*runtime*). + +strlcpy() +--------- +A função strlcpy() lê primeiro todo o buffer de origem (já que o valor de +retorno deve corresponder ao de strlen()). Essa leitura pode exceder o limite +de tamanho do destino. Isso é ineficiente e pode levar a estouros de leitura +linear se a string de origem não for terminada em NUL. A substituta segura é +strscpy(), embora se deva ter cuidado nos casos em que o valor de retorno de +strlcpy() é utilizado, já que strscpy() retornará valores negativos de errno +quando houver truncamento. + +Especificador de formato %p +---------------------------- +Tradicionalmente, o uso de "%p" em strings de formatação causava falhas de +exposição de endereços reais no dmesg, proc, sysfs, etc. Em vez de deixar esses +endereços expostos a explorações, todos os usos de "%p" no kernel agora são +exibidos como um valor hash, tornando-os inúteis para fins de endereçamento. +Novos usos de "%p" não devem ser adicionados ao kernel. Para endereços de texto, +usar "%pS" costuma ser melhor, pois exibe o nome do símbolo, que é muito mais +útil. Para quase todo o restante, simplesmente não adicione "%p" de forma +alguma. + +Parafraseando as diretrizes atuais do Linus `guidance +<https://lore.kernel.org/lkml/CA+55aFwQEd_d40g4mUCSsVRZzrFPUJt74vc6PPpb675hYNXcKw@mail.gmail.com/>`_: + +- Se o valor hash de "%p" é inútil, pergunte a si mesmo se o ponteiro em si é + importante. Talvez ele deva ser removido por completo? +- Se você realmente acredita que o valor real do ponteiro é importante, por que + algum estado do sistema ou nível de privilégio do usuário seria considerado + "especial"? Se você acha que pode justificar isso (em comentários e no log de + commit) de forma sólida o suficiente para resistir ao escrutínio do Linus, + talvez possa usar "%px", certificando-se de aplicar permissões adequadas. + +Se você estiver depurando algo em que a geração de hash de "%p" esteja causando +problemas, é possível inicializar o sistema temporariamente com a opção de +depuração "`no_hash_pointers +<https://git.kernel.org/linus/5ead723a20e0447bc7db33dc3070b420e5f80aa6>`_". + +Matrizes de Tamanho Variável (VLAs) +----------------------------------- +O uso de VLAs (Variable Length Arrays) na pilha de execução gera um código de +máquina muito pior do que matrizes de tamanho estático na pilha. Embora esses +problemas significativos de `desempenho +<https://git.kernel.org/linus/02361bc77888>`_ sejam motivo suficiente para +eliminar as VLAs, elas também representam um risco de segurança. O crescimento +dinâmico de uma matriz na pilha pode exceder a memória restante no segmento da +pilha. Isso pode levar a um travamento, à possível sobrescrita de dados +sensíveis no final da pilha (quando compilado sem ``CONFIG_THREAD_INFO_IN_TASK=y``) +ou à sobrescrita de posições de memória adjacentes à pilha (quando compilado sem +``CONFIG_VMAP_STACK=y``). + +Passagem direta implícita no switch case (fall-through) +------------------------------------------------------- +A linguagem C permite que o fluxo de execução de um bloco switch passe +diretamente para o próximo caso (fall-through) quando uma instrução "break" +está ausente ao final de um caso. No entanto, isso introduz ambiguidade no +código, pois nem sempre fica claro se o "break" ausente é intencional ou um bug. +Por exemplo, não é óbvio apenas olhando para o código se o ``STATE_ONE`` foi +intencionalmente projetado para passar diretamente para o ``STATE_TWO``:: + + switch (value) { + case STATE_ONE: + do_something(); + case STATE_TWO: + do_other(); + break; + default: + WARN("unknown state"); + } + +Como há uma longa lista de falhas `causadas pela ausência de instruções "break" +<https://cwe.mitre.org/data/definitions/484.html>`_, não permitimos mais a +passagem direta implícita. Para identificar os casos de passagem direta +intencionais, adotamos a macro pseudo-palavra-chave "fallthrough", que se +expande para a extensão do gcc `__attribute__((__fallthrough__)) +<https://gcc.gnu.org/onlinedocs/gcc/Statement-Attributes.html>`_. (Quando a +sintaxe ``[[fallthrough]]`` do C17/C18 for suportada de forma mais ampla por +compiladores C, analisadores estáticos e IDEs, poderemos mudar para o uso dessa +sintaxe para a pseudo-palavra-chave da macro.) + +Todos os blocos de switch/case devem terminar com um dos seguintes elementos: + +* break; +* fallthrough; +* continue; +* goto <rótulo>; +* return [expressão]; + +Matrizes de comprimento zero e de um único elemento +---------------------------------------------------- +Há uma necessidade frequente no kernel de fornecer uma maneira de declarar uma +estrutura com um conjunto de elementos finais de tamanho dinâmico. O código do +kernel deve sempre usar `"membros de matriz flexível" +<https://en.wikipedia.org/wiki/Flexible_array_member>`_ para esses casos. O +estilo antigo de matrizes de um único elemento ou de comprimento zero não deve +mais ser utilizado. + +No código C mais antigo, elementos finais de tamanho dinâmico eram declarados +especificando uma matriz de um elemento ao final de uma estrutura:: + + struct something { + size_t count; + struct foo items[1]; + }; + +Isso levava a cálculos de tamanho frágeis via sizeof() (que exigiam a subtração +do tamanho do elemento final único para obter o tamanho correto do "cabeçalho"). +Uma `extensão GNU C <https://gcc.gnu.org/onlinedocs/gcc/Zero-Length.html>`_ foi +introduzida para permitir matrizes de comprimento zero, a fim de evitar esses +problemas de cálculo de tamanho:: + + struct something { + size_t count; + struct foo items[0]; + }; + +No entanto, isso trouxe outros problemas e não resolveu algumas limitações de +ambos os estilos, como a incapacidade de detectar quando tal matriz é usada +acidentalmente *fora* do final de uma estrutura (o que poderia ocorrer +diretamente, ou quando tal estrutura estava contida em unions, estruturas de +estruturas, etc.). + +O padrão C99 introduziu os "membros de matriz flexível", nos quais a declaração +da matriz simplesmente não possui um tamanho numérico:: + + struct something { + size_t count; + struct foo items[]; + }; + +Esta é a maneira como o kernel espera que elementos finais de tamanho dinâmico +sejam declarados. Isso permite que o compilador gere erros quando a matriz +flexível não for o último elemento da estrutura, o que ajuda a evitar que bugs +de `comportamento indefinido +<https://git.kernel.org/linus/76497732932f15e7323dc805e8ea8dc11bb587cf>`_ sejam +introduzidos inadvertidamente na base de código. Também permite que o +compilador analise corretamente os tamanhos das matrizes (via sizeof(), +``CONFIG_FORTIFY_SOURCE`` e ``CONFIG_UBSAN_BOUNDS``). Por exemplo, não existe um +mecanismo que nos alerte de que a seguinte aplicação do operador sizeof() a uma +matriz de comprimento zero sempre resulta em zero:: + + struct something { + size_t count; + struct foo items[0]; + }; + + struct something *instance; + + instance = kmalloc(struct_size(instance, items, count), GFP_KERNEL); + instance->count = count; + + size = sizeof(instance->items) * instance->count; + memcpy(instance->items, source, size); + +Na última linha do código acima, ``size`` acaba sendo ``zero``, quando se +poderia pensar que ele representaria o tamanho total em bytes da memória +dinâmica recentemente alocada para a matriz final ``items``. Aqui estão alguns +exemplos deste problema: `link 1 +<https://git.kernel.org/linus/f2cd32a443da694ac4e28fbf4ac6f9d5cc63a539>`_, +`link 2 +<https://git.kernel.org/linus/ab91c2a89f86be2898cee208d492816ec238b2cf>`_. +Em vez disso, `membros de matriz flexível têm tipo incompleto e, portanto, o +operador sizeof() não pode ser aplicado +<https://gcc.gnu.org/onlinedocs/gcc/Zero-Length.html>`_, de modo que qualquer +uso incorreto de tais operadores será imediatamente percebido em tempo de +compilação. + +Em relação às matrizes de um único elemento, é preciso estar muito ciente de que +`tais matrizes ocupam pelo menos o mesmo espaço que um único objeto daquele tipo +<https://gcc.gnu.org/onlinedocs/gcc/Zero-Length.html>`_ e, portanto, contribuem +para o tamanho da estrutura que as contém. Isso é propício a erros sempre que se +deseja calcular o tamanho total da memória dinâmica a ser alocada para uma +estrutura que contém uma matriz desse tipo como membro:: + + struct something { + size_t count; + struct foo items[1]; + }; + + struct something *instance; + + instance = kmalloc(struct_size(instance, items, count - 1), GFP_KERNEL); + instance->count = count; + + size = sizeof(instance->items) * instance->count; + memcpy(instance->items, source, size); + +No exemplo acima, foi necessário lembrar de calcular ``count - 1`` ao usar o +auxiliar struct_size(); caso contrário, teríamos alocado memória --de forma não +intencional-- para um objeto ``items`` a mais. A maneira mais limpa e menos +sujeita a erros de implementar isso é através do uso de um `membro de matriz +flexível`, em conjunto com os auxiliares struct_size() e flex_array_size():: + + struct something { + size_t count; + struct foo items[]; + }; + + struct something *instance; + + instance = kmalloc(struct_size(instance, items, count), GFP_KERNEL); + instance->count = count; + + memcpy(instance->items, source, flex_array_size(instance, items, instance->count)); + +Existem dois casos especiais de substituição nos quais o auxiliar +DECLARE_FLEX_ARRAY() precisa ser utilizado. (Note que ele é nomeado +__DECLARE_FLEX_ARRAY() para uso em cabeçalhos de UAPI.) Esses casos ocorrem +quando a matriz flexível está sozinha em uma estrutura ou faz parte de uma +union. Isso não é permitido pela especificação C99, mas sem justificativa +técnica (como pode ser visto tanto pelo uso existente de tais matrizes nesses +locais quanto pela solução alternativa que DECLARE_FLEX_ARRAY() adota). Por +exemplo, para converter isto:: + + struct something { + ... + union { + struct type1 one[0]; + struct type2 two[0]; + }; + }; + +O auxiliar deve ser utilizado:: + + struct something { + ... + union { + DECLARE_FLEX_ARRAY(struct type1, one); + DECLARE_FLEX_ARRAY(struct type2, two); + }; + }; + +Atribuições diretas de kmalloc para objetos struct +-------------------------------------------------- +Realizar atribuições diretas (*open-coded*) de alocações da família kmalloc() +impede que o kernel (e o compilador) consigam examinar o tipo da variável que +está recebendo a atribuição, o que limita qualquer introspecção relacionada que +possa ajudar com alinhamento, estouros de capacidade (*wrap-around*) ou +proteções adicionais (*hardening*). A família de macros kmalloc_obj() fornece +essa introspecção, que pode ser usada para os padrões de código comuns de +alocações de objetos únicos, de matrizes ou de objetos flexíveis. Por exemplo, +estas atribuições diretas:: + + ptr = kmalloc(sizeof(*ptr), gfp); + ptr = kzalloc(sizeof(*ptr), gfp); + ptr = kmalloc_array(count, sizeof(*ptr), gfp); + ptr = kcalloc(count, sizeof(*ptr), gfp); + ptr = kmalloc(struct_size(ptr, flex_member, count), gfp); + ptr = kmalloc(sizeof(struct foo), gfp); + +tornam-se, respectivamente:: + + ptr = kmalloc_obj(*ptr [, gfp] ); + ptr = kzalloc_obj(*ptr [, gfp] ); + ptr = kmalloc_objs(*ptr, count [, gfp] ); + ptr = kzalloc_objs(*ptr, count [, gfp] ); + ptr = kmalloc_flex(*ptr, flex_member, count [, gfp] ); + __auto_type ptr = kmalloc_obj(struct foo [, gfp] ); + +O argumento gfp é opcional, sendo o valor padrão GFP_KERNEL. Se +``ptr->flex_member`` estiver anotado com __counted_by(), a alocação falhará +automaticamente caso ``count`` seja maior do que o valor máximo representável +que pode ser armazenado no membro contador associado a ``flex_member``. |
